sexta-feira, 16 de julho de 2010

Para as mulheres

Ser mulher, esposa, mãe e profissional não é uma tarefa fácil. Temos que cumprir cada uma de nossas funções com o mesmo empenho e excelência, se não, literalmente, a “casa cai”. Mas enfim, Deus soube colocar em nós, mulheres, um dom sem o qual nada seria possível: o amor. Em meio aos meus inúmeros afazeres diários, sempre priorizei os momentos em que posso estar com minha família, mesmo que sejam curtos espaços de tempo como buscar meus filhos na escola e almoçar com minha familia.

Infelizmente, hoje, para muitas mulheres, trabalhar fora de casa não é mais uma opção feminista, mas se tornou uma questão crucial de sobrevivência.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgados em abril deste ano, a proporção de famílias hoje encabeçadas por mulheres representa 34,9% no Brasil. Este percentual cresceu bastante na última década, passando de 25,9% para os atuais 34,9% entre 1998 e 2008. Muitos programas do Governo, como por exemplo o da casa própria já colocam as mulheres arrimo de família como prioritárias nas listas de espera. Mas é necessário muito mais, porque tenho visto em minhas andanças pelos bairros da periferia de Campo Grande, muitas mulheres que cuidam sozinhas de 3 a 4 filhos abaixo dos 10 anos. Então, é preciso dar estruturas para que elas consigam educar e sustentar com dignidade seus filhos. Não somente a Capital sofre com o déficit de creches, mas várias cidades em expansão no interior do Estado também estão com esse grave problema. Uma das minhas prioridades será de desenvolver programas que dêem suporte e estabilidade para essas mulheres que, na grande maioria, lutam sozinhas para colocar o pão de cada dia em casa, dando condições de trabalharem sossegadas, além de direcionar projetos sociais que incluam um maior suporte para toda a família, como filhos adolescentes em tempo integral nas escolas.

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